Destinos turísticos na Costa Amalfitana

"Vide ‘o mare quan è bello...": assim começa uma das mais conhecidas músicas napolitanas, Torna a Surriento (Volte a Sorrento). Quem já esteve lá não resiste a esse convite. A Costa Amalfitana, uma das mais lindas do mundo, é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em razão de sua beleza natural. Embora geograficamente Sorrento esteja localizada em uma península onde termina o Golfo de Nápoles, “turisticamente” falando, é parte da Costa Amalfitana, pois em toda essa região predomina a mesma atmosfera especial, vinculada a paisagens de rochedos escarpados à beira-mar.

Os tons do Mar Tirreno (parte do Mediterrâneo) e a luminosidade toda particular que envolve a Costa Amalfitana justificam a paixão que as canções napolitanas mais famosas devotam ao mar e ao sol. Quem quer ter maior mobilidade pode alugar um carro para percorrer a Costa Amalfitana. O barco e o ônibus (e, no caso de Sorrento, também o trem) são outras opções.
Sorrento - Cidade chique e deliciosa, situada num verdadeiro terraço sobre o mar. A vocação turística da cidade remonta à época do Grand Tour, quando foi “descoberta” por Byron, Keats, Goethe, Wagner, Ibsen e Nietzsche. Lá o aroma das laranjeiras e limoeiros e a brisa do mar substituem a fumaça dos automóveis.


Amalfi - Espremida entre rochedos e o mar cor de esmeralda que faz a fama da Costa Amalfitana, é tão pequena e quase tranqüila (se não fossem tantos turistas...) que fica difícil acreditar que há uns mil anos ela foi uma importantíssima repubblica marinara . Pois é, a república tinha até moeda própria e comercializava com o Oriente, concorrendo com Gênova, Pisa e Veneza.
Suas ruazinhas de casinhas brancas interligadas no alto formam, em alguns pontos, verdadeiros túneis; em outros transformam-se em escadarias e labirintos deliciosos para passear. Na Piazza Duomo e arredores, restaurantes, sorveterias e lojas fazem a festa de quem quer curtir e descansar sem nenhuma preocupação. Experimente o vinho local, o Solopaca rosso (um DOC por um bom preço!).
O duomo de Amalfi, do século X, fica no alto de uma portentosa escadaria e chama a atenção por sua imponência.
Próxima de Amalfi, menos famosa que a Grotta Azzura, em Capri – e, conseqüentemente, menos lotada de turistas –, a Grotta dello Smeraldo é tão bonita quanto aquela. Seu nome vem do tom verde-esmeralda das águas. As estalagmites do fundo demonstram que, no passado, a gruta ficava fora d água. Nela existe um presépio submarino – de gosto meio duvidoso.
Ravello - De Amalfi, por uma estradinha íngreme, pode-se chegar de carro ou ônibus a Ravello, “a cidade da música”, que tem a particularidade de ficar bem no alto de uma montanha, mas de frente para o mar, de um lado, e de outro para o belíssimo Vale do Dragão, todo cultivado com vinhas e olivais. 


Cheia de ruazinhas e escadarias, Ravello parece esquecida no tempo e – fora da temporada musical – não é lotada de turistas. Nos jardins da Villa Rufolo, voltados para o mar, são apresentados os famosos festivais de música clássica de Ravello. Já na Villa Cimbrone, os jardins, decorados com estátuas de deuses e outras figuras da Antigüidade clássica, levam a um terraço que se debruça, a centenas de metros de altura, sobre o azul profundo do Mediterrâneo. Sensacional! Ao ir ou voltar da Villa Cimbrone, dê uma parada no Convento de San Francesco para conhecer seu gracioso e tranqüilo claustro.